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A importância econômica do controle da mastite
28/02/2008A produção de leite como qualquer atividade produtiva, deve gerar lucro ao produtor, de modo a mantê-lo na atividade. O lucro é em função da produtividade e dos custos da produção. Com isso, nas últimas décadas vários estudos vêm sendo feitos com o intuito de diminuir os custos e as perdas econômicas advindas da ocorrência de doenças, as quais podem diminuir a produtividade.
A mastite, inflamação da glândula mamária é considerada a principal doença que afeta os rebanhos leiteiros do mundo, proporcionando as maiores perdas econômicas dessa atividade. No Brasil pode-se deduzir que, em função da alta prevalência de mastite nos rebanhos, a perda da produção varia entre 12% a 15%, o que significa um total de 2,8 bilhões de litros/ano em relação a produção anual de 21 bilhões de litros. Dessa perda, 70% são atribuídos a mastite subclínica (alta contagem de células somáticas – CCS ou alto CMT), enquanto 30% são atribuídos a mastite clínica (grumos).
A mastite subclínica é a forma mais importante de mastite, pois não provoca alterações visíveis no úbere ou no leite, contudo ocorrem as maiores perdas econômicas devido à diminuição da produção de leite e redução na qualidade do leite. Há uma relação entre CCS ou CMT do tanque, porcentagem de quartos infectados e porcentagem de perdas de produção.
É muito importante o controle da mastite subclínica através de análise periódica do leite (CCS ou CMT). O tratamento consiste em antibioticoterapia durante a lactação ou fazer a terapia da vaca seca, que é o momento em que se tem os melhores resultados, ou seja, as maiores taxas de cura.
Com relação à mastite clínica (grumo), 85% do custo total deve-se à diminuição da produção de leite e ao descarte de leite, portanto é mais importante reduzir a incidência de mastite clínica do que reduzir os custos relativos ao tratamento dessa doença.
A antibioticoterapia durante a lactação e a terapia da vaca seca são métodos eficazes no controle da mastite. É de extrema importância a seleção do medicamento e sua correta aplicação, respeitando, contudo a duração do tratamento e consequentemente o período de carência do antibiótico no leite.
É importante lembrar, que todo o processo de cura e controle dos casos de mastite no rebanho tem que vir acompanhado de um bom manejo de ordenha que permita que os casos clínicos e subclínicos sejam curados.
Fonte: Adriana Tunin
Veterinaria da Intervet