3/1/2009
 Durante o ano de 2008, foram pagos R$ 3.500.000,00 referentes a dívidas trabalhistas antigas, dívidas com impostos, com o setor bancário e com fornecedores, assumidas em admi-nistração anterior. Esses e outros nú-meros serão apresentados na AGO de março, detalhados, mas são resultados que merecem ser apresentados desde já, para uma reflexão de nossos cooperados.
Começamos um novo ano e a palavra que mais se ouve é crise. Mas para uma cooperativa que enfrentou o que a Casmil enfrentou desde outubro de 2007 – como bem mostra o número acima - na verdade 2009 se abre como um cenário de muita esperança.
Fizemos muita coisa, algumas que nossos cooperados podem facilmente ver, como normalizar a produção da fábrica de rações, readequar a indústria às exigências do SIF, lançar uma nova marca – a Milklar.
Sabemos que para todas as coisas visíveis que fizemos os críticos de plantão têm sempre uma observação aqui, outra ali. Não vamos fazer de conta que não sabemos que – infelizmente – enquanto a maior parte dos cooperados puxam com a atual diretoria em uma direção, que é a recuperação da cooperativa, há aqueles que empurram na direção contrária, ou pelo menos torcem para que tudo o que fizermos não resulte em nada.
Se tais críticas não chegam a abalar o trabalho que vem sendo executado, elas acabam até nos alertando para a necessidade de mostrarmos outra parte do trabalho que vem sendo desenvolvido na cooperativa e que – esse sim – nem sempre o cooperado consegue ver ou tem conhecimento dele:é o trabalho de recuperação das contas, de pagamento de dívidas grandes, trabalhistas, a fornecedores, ao sistema bancário, é a arrumação da casa. Veja com atenção os quadros ao lado, cooperado!
Embora todo o trabalho visível seja uma clara demonstração ao cooperado de que a atual diretoria vem trabalhando com afinco e total transparência para que a situação da empresa se reverta, é mesmo necessário antecipar alguns resultados importantes no saneamento da situação financeira da Casmil, até para que fique ainda mais evidente que a diretoria só não pôde se dedicar a algumas coisas “visíveis” que são aguardadas – como a continuidade da obra do posto de combustíveis – porque tem direcionado muitos recursos para problemas herdados.
Um exemplo: as inúmeras multas recebidas pela Casmil por problemas ambientais. Por que nunca se deu solução a esse problema? A atual diretoria investiu na instalação de uma unidade de tratamento de efluentes .
Vamos comparar o trabalho que vem sendo executado à construção de uma casa: o que aparece está do chão para cima. Mas o terreno que se preparou, a base feita e tantos outros pontos – que não estão à vista – devem ser avaliados pelos cooperados com bastante interesse.
Aí está, até agora, a maior parte dos investimentos feitos na reconstrução da cooperativa.
Quem está só preocupado em criticar, evidente, vai continuar falando ao vento. Mas com os números ao lado, aqueles que estão de fato interessados no restabelecimento da cooperativa terão argumentos para calar essas vozes.
Fonte: Casmil |