A bovinocultura de corte predominava, no município de Passos, na década de 40,mas a existência de um mercado para o leito, seja para manutenção do varejo urbano,seja para a venda de creme para as duas fábricas de manteiga da época,fez com que a pecuária leiteira sempre estivesse presente na vida da região. Mas, como havia apenas dois compradores, os abusos e a exploração segunda a vontade dos laticínios, e os produtos eram obrigados a aceitar.

Era preciso encontrar uma forma de vencer o problema. Para isso formou-se uma comissão provisória, presidida pelo Dr. Clóvis Soares Maia e integrada por Nestor Vilela Lemos, Dr Juventino Cardoso Lemos e Dr José Junqueira que foi o encarregado de apresentar um estudo preliminar sobre a questão. Foi sugerida a criação de uma cooperativa por quotas, de acordo com a produção de cada associado.

A cooperativa foi fundada no dia 06 de fevereiro de 1949. Poucos dias após a assinatura da Ata pelos primeiros, mais de 14 produtores se juntaram em iniciativa, elegendo a primeira diretoria, em 27 de fevereiro: Presidente. Pedro Silva Lemos: Diretor- Gerente, Otacílio Lemos e Diretor Secretário, Nestor Vilela.

A responsabilidade era grande: esses diretores precisavam montar uma fábrica capaz de captar a produção leiteira da região e industrializá-la, condições de igualdade com a concorrência existente na época. O dinheiro era pouco, eles tinham de ser criativos para resolver o problema da construção da usina. Para isso, compraram a chácara do Neca Batista, separaram a parte a ser utilizada pela cooperativa e lotearam o restante. Essa foi a maneira encontrada para resolver o problema de dinheiro.

Fácil? Nem pensar. O produtor daquela época era desconfiado quanto a história de “juntar capital'' que Pedro Silva vinha pregando. Mas ele foi suficientemente convincente, pois no dia 5 de maio de 1951, encostava o 1 caminhão de leite na plataforma da Cooperativa de Laticínios do Sudoeste. Foram aproximadamente 5 mil litros usados na fabricação de queijo: o Radar. Marca retirada do aparelho de guerra de maior sucesso da época ( é bem lembrar que eles estavam vivendo o final da 2 Guerra Mundial). A marca foi mantida até o ano de 2002, quando a marca Casmil passou a ser usada.

O benefício gerado pela cooperativa surgiu imediatamente . Foram criados as primeiras 5 linhas de leite – Toledos, São Bento, Julieria, Bananal e Mumbuca. Os produtores saíram da posição de oprimidos pelas antigas compradoras do creme para uma situação mais favorável: concorrente dessas empresas.

A CASMIL deu grandes passos, tornando-se uma cooperativa que é referência na região, no Estado e até no país; conseguindo implantar uma política de qualidade no sistema de produção de sua área de abrangência.

O lançamento da marca MilkLar reflete uma administração que tem uma visão mais sintonizada ao mercado globalizado e competitivo cujo foco é a qualidade, para a satisfação do consumidor.

A fabricação de nossos produtos,acompanha as inovações tecnológicas e melhora continuamente o processo de industrialização. Hoje a Casmil tem a capacidade instalada para industrializar 100% de sua recepção. Nosso laboratório de análise possui profissionais preparados para identificar e selecionar o melhor leite. Garantindo sempre qualidade ao produto final.

Casmil, há 60 anos crescendo com o produtor rural!